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O objetivo desta página é informar aos pacientes com doença de Parkinson sobre os princípios de uma alimentação adequada e como esta pode auxiliar no tratamento da doença.
A
doença de Parkinson pode interferir na alimentação?
Sim. Dependendo da fase em que se encontra, da dose do medicamento ou da etapa
do

tratamento, podem ser observados alguns sintomas que dificultam uma alimentação adequada. Alterações nutricionais, interações dos medicamentos com os nutrientes, problemas com o apetite, deglutição, mastigação, entre outros, podem ocorrer e podemos melhorar estas condições.
Que
fatores podem estar prejudicando minha alimentação?
Alguns fatores, geralmente presentes em pacientes com doença de Parkinson,
podem apresentar-se como risco para falta de apetite, perda de peso e conseqüentemente
má nutrição. São eles:
Problemas de dentição
e dificuldades de mastigação e deglutição ( ato
de engolir os alimentos líquidos e/ou sólidos);
Pouca atividade física e
imobilidade;
Medicamentos usados na fase inicial
da doença (anticolinérgicos, como Artane e Akineton e outros),
interferindo na absorção intestinal, dificultando o seu funcionamento,
provocando náuseas, vômitos, intestino preso ou boca seca (dificultando
a formação normal do "bolo alimentar"), reduzindo
a sensibilidade do paladar e olfato;
Aumento do metabolismo e conseqüentemente
das necessidades energéticas, facilitando a perda de peso;
Falta de equilíbrio para
preparar a própria alimentação ou a inexistência
de outra pessoa que possa fazê-lo;
Problemas com a postura e dificuldade
em se manter ereto à mesa;
Dificuldades motoras para manusear
os talheres ( levar o talher à boca, cortar os alimentos ), devido
ao tremor e/ou rigidez;
Os movimentos do esôfago
que ajudam a "empurrar" os alimentos para o estômago, podem
estar prejudicados, provocando engasgos e dificultando a deglutição;
Tremor e rigidez, especialmente
nos músculos da face, dificultando a mastigação e deglutição;
Hábitos alimentares inadequados.
Como
obter uma alimentação saudável?
A alimentação é fator essencial para a promoção,
manutenção ou recuperação da saúde. Tanto
a qualidade quanto a quantidade dos alimentos ingeridos devem ser avaliadas,
pois, a combinação dos dois fatores pode nos trazer benefícios
específicos.
Sexo, altura, atividade física, estado nutricional, existência
ou não de outras doenças e dificuldades físicas ou mentais
influenciam direta ou indiretamente nossa dieta. Uma alimentação
variada deve fornecer todos os nutrientes de maneira adequada.
Orientações para obter uma alimentação
adequada:
Procure variar ao máximo a sua alimentação,
para receber todos os nutrientes e evitar possíveis carências;
Coma diariamente frutas (pelo menos
03 unidades); verduras cruas (02 porções); verduras cozidas
(02 porções); pães, bolachas, cereais (04 porções
à sua escolha); feijão, lentilha, grão de bico, ervilha
seca (01 02 porções à sua escolha); carnes (01 a 02 porções);
leite, queijo, iogurte (03 a 06 porções);
Faça de 05 a 06 pequenas
refeições ao dia, evitando comer grandes quantidades de alimentos
de uma só vez;
Não deixe de fazer nenhuma
refeição durante o dia;
Procure ingerir uma média
de 08 copos de água por dia (pode ser em forma de sucos não
muito açucarados ou chás, exceto o mate e o preto);
Se estiver perdendo peso, procure
a nutricionista e avise ao seu médico;
Se o intestino estiver preso, observe
as orientações para melhorar seu funcionamento. Não desista
e procure seguir todas as indicações diariamente;
Procure fazer alguma atividade
física que lhe agrade: fisioterapia, caminhada, exercícios na
água, atividades domésticas ou qualquer outra;
Não use laxantes sem prescrição
médica;
Evite o uso de doces, açúcar,
frituras e gorduras em excesso. Substitua estas guloseimas por alimentos mais
saudáveis como frutas, pães, leites, iogurtes, queijos magros.
Dê preferência às carnes assadas, grelhadas ou cozidas
com pequena quantidade de óleo;
Cozinhe com óleos vegetais
de qualquer tipo (soja, milho, canola, girassol), pois, não possuem
colesterol;
Não exagere no sal na hora
de cozinhar e evite ingerir com freqüência salgadinhos, salames,
embutidos, enlatados, carnes salgadas e outros alimentos salgados. Use mais
temperos à base de ervas aromáticas (salsa, cebolinha, coentro,
hortelã, manjericão e outros);
Após o almoço e o
jantar (ou refeição com algum tipo de carne) coma alguma fruta
rica em vitamina C (laranja, mexerica, acerola, morango, goiaba, abacaxi)
para facilitar a absorção do ferro (Lembra que as carnes brancas
ou vermelhas são ricas em ferro?);
No lugar de gorduras animais (banha,
toucinho, manteiga) prefira óleos vegetais (soja, milho, canola, azeite,
girassol) e margarina vegetal, de preferência do tipo "light";
Evitar o consumo exagerado de alimentos
industrializados (embutidos, enlatados e outros);
Evite uso de alimentos ricos em
cafeína (café, coca-cola, chás mate e preto), especialmente
no fim de tarde e à noite, para não atrapalhar o sono;
Evite o consumo excessivo de sal.
Se você for hipertenso (mesmo tomando medicamentos) deve tomar cuidado
com aqueles alimentos que já vêm preparados (enlatados, presuntos,
salames, salgadinhos, carnes salgadas, , queijos salgados;
Você é o responsável
por sua saúde. Seja independente de acordo com as suas limitações,
aceitando ajuda de amigos, familiares, profissionais de saúde.
Este espaço esta reservado para você!
Caso queira nos fazer sugestões, tirar uma dúvida ou solicitar informações,
entre em contato que responderemos o mais breve possível.
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