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Como é sabido, além dos tremores, rigidez muscular, lentidão de movimentos e desequilíbrio (sintomas básicos), a doença de Parkinson também pode afetar a fala e a voz. Os problemas ocorrem devido à falta de coordenação e também pela redução do movimento dos músculos que controlam os órgãos responsáveis pela produção dos sons da fala. Uma das formas de controle que proporcionam a melhora desse distúrbio (além do tratamento fonoaudiológico, que a partir de 1999 também éprestado pela entidade) é a utilização da voz para o canto.

Cumprindo mais
um dos objetivos programados, a ABP criou seu próprio Coral, uma experiência
inédita em todo o mundo. Assim, o resultado do trabalho da equipe de
fonoaudiólogos da entidade agora pode ser medido por ouvidos agora
embalados pelas vozes firmes e ritmadas do coral, formado por maioria de parkinsonianos
e alguns familiares.
Depois de muitos ensaios e grande expectativa, o Coral fez sua apresentação
oficial por ocasião da Festa da Primavera, ocorrida na sede social
da entidade no mês de outubro de 1998. A partir daí, o grupo
vem prestigiando todos os eventos sociais e comemorativos da Associação,
tendo se apresentado também em duas ocasiões especiais, ambas
no teatro da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São
Paulo - UNIFESP.
A primeira foi em outubro/2000, no encerramento solene do I Simpósio
de Atualização no Tratamento e na Reabilitação
da doença de Parkinson, e a segunda na solenidade de abertura do IV
Simpósio Internacional do Centro de Estudos da Voz-CEV, em julho/2001,
com a presença de mais de 500 fonoaudiólogos de várias
partes do mundo. No início de 2002, foram iniciados os ensaios preparatórios
para a gravação de um CD.
Se é verdade que quem canta seus males espanta, então os participantes
do coral parecem ter encontrado a fórmula do equilíbrio emocional
e da alegria de viver.
Quem chega à Associação nas tardes de quinta-feira, pode
constatar, ao vivo, o resultado do esforço conjunto dos mais de 60
coralistas que participam dos ensaios semanais.
É impossível não se emocionar ao vê-los, reunidos,
soltando a voz, incentivados pelo entusiasmo contagiante da regente Teresa
Freitas, e da pianista Denise Divenutto. Para Teresa, cantar é um ato
prazeroso, é uma atividade que todo ser humano pode realizar com maior
ou menor técnica. No caso dos portadores do Parkinson, é um
avanço importante, pois a maioria tem a emissão de voz comprometida
pela rigidez muscular, que afeta os movimentos do rosto e, conseqüentemente,
da fala.
Os exercícios de aquecimento melhoram a impostação e
a respiração, além de ajudar na manutenção
da articulação da voz. Um dos objetivos do coral é socializar,
confraternizar. Todos os que conhecem esse trabalho o reputam como maravilhoso,
pois são momentos de descontração para todos os que participam
dessa atividade.
Ensaios:
Quintas-feiras às 15:45 hs, no Auditório da ABP
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